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Cães
Leishmaniose
Doença transmitida por mosquitos. Ao picar, o insecto injecta um parasita que se espalha pela corrente sanguínea e que vai enfraquecendo progressivamente o animal. Não existe cura nem tratamento eficaz. A única prevenção é feita pelo uso de coleiras que têm um efeito repelente sobre o mosquito.
As manifestações são várias: emagrecimento, unhas compridas, perdas de sangue pelo nariz, feridas e lesões nos orgãos.

Parvovirose, Esgana, Hepatite e Leptospirose
São doenças víricas altamente contagiosas, afectando com mais frequência os animais jovens. Possuem um grau de mortalidade elevado e a vacinação é a única maneira de evitar o contágio.
Para que os cachorros estejam devidamente protegidos e os seus donos tranquilos, existe um programa vacinal que consiste em reforços sucessivos das principais doenças, até que o sistema imunitário do cachorro esteja apto a combater os agentes envolvidos.

Dirofilariose
Doença transmitida por mosquitos. Este pica o animal injectando um parasita que entra na corrente sanguínea, provocando danos severos ao nível do coração. Existe tratamento, mas por vezes os danos já são irreversíveis. Existe prevenção mensal da doença através de um comprimido.

Nemátodos ou Vermes Redondos ( Lombrigas )
Os Nemátodos são vermes de corpo cilíndrico com duas extremidades pontiagudas, a boca e o ânus. Existe dimorfismo (diferenciação) sexual, e normalmente os machos são menores do que as fêmeas. O seu comprimento varia, segundo a espécie, entre um milímetro e um metro.
O seu ciclo de desenvolvimento é quase sempre directo, não necessitando de hospedeiro intermediário. Põem diariamente um número elevado de ovos, que são eliminados nas fezes do cão, e que após alguns dias, tornam-se infestantes, quer sob a forma de ovos embrionados, quer sob a forma de larvas.
Quando são ingeridos por um novo hospedeiro ( outro cão ) e atingem o seu intestino, as larvas ingeridas ou eclodidas dos ovos embrionados, invadem os tecidos e órgãos do cão por via sanguínea, podendo mesmo, no caso das cadelas gestantes, infestar os fetos.
Os Nemátodos mais frequentes no cão são a Toxocara Canis e o Ancylostoma Caninum.

Céstodes ou Vermes Chatos ( Ténias )
Os Céstodes têm uma forma achatada e comprida, são segmentados, e em cada segmento ( proglótis ) coexistem os orgãos sexuais masculinos e femininos (hermafroditas). O seu tamanho pode variar de alguns milímetros até vários metros. O ciclo de desenvolvimento é quase sempre indirecto, necessitando de um ou mais hospedeiros intermediários.
Os proglótis maduros, cheios de ovos com larvas, desprendem-se e são eliminados com as fezes do cão.
Quando o hospedeiro intermediário, um insecto ( ex. a pulga ), ingere as cápsulas com ovos, as larvas que estão no interior dos ovos eclodem, penetram na corrente sanguínea do hospedeiro intermediário, invadem os seus tecidos, e alojam-se sob a forma de quistos contendo larvas cisticercóides nos seus orgãos alvo.
Quando o cão ingere o hospedeiro intermediário infestado, ou parte dele, no seu tubo digestivo dá-se a eclosão dos quistos que contém as larvas cisticercoídes, e a cabeça do Céstode fixa-se à mucosa do intestino do cão, prosseguindo o seu desenvolvimento até se converter em parasita adulto.
O Céstode mais comum nos cães é o Dipylidium Caninum e o seu hospedeiro intermediário é a pulga.
Os cachorros devem ser desparasitados pela primeira vez contra Nemátodos a partir dos quinze dias, e deverão efectuar desparasitações sucessivas de duas em duas semanas, até atingirem os dois meses de idade, momento a partir do qual deverão ser desparasitados contra as Ténias.
Os cães adultos devem ser desparasitados de 6 em 6 meses contra ambos os tipos de parasitas, mas se viverem em zonas muito contaminadas, e em contacto outros animais, deverão ser desparasitados de 3 em 3 meses.
Alguns desparasitantes actuam apenas contra Nemátodos, outros apenas contra Céstodes e outros contra os dois tipos de parasitas. Aconselhe-se com o seu Médico Veterinário sobre a frequência e quais os produtos com que deve desparasitar o seu cão.

Tártaro
O aparecimento de tártaro é inevitável ao longo da vida do seu animal.
Pode lavar os dentes com pastas próprias para animais, dar ossos para exercitar o periodonto, dar granulado, e deste modo manter os dentes limpos.
Por vezes é necessário fazer destartarização, quando o hálito for intenso e o tártaro for visível.
Atenção: A higiene da boca é muito importante, pois com o passar do tempo o depósito de bactérias nos dentes é de tal modo intenso, que o animal começa a ingerir essas mesmas bactérias. Estas vão afectar o aparelho respiratório com afecções pulmonares, e o aparelho circulatório com endocardites verrucosas.

Alimentação
A alimentação ideal para o seu animal é a ração seca. Esta ajuda ao bom funcionamento do aparelho gastro-intestinal e no exercício do periodonto, mantendo os dentes limpos.
Existem várias rações no mercado que satisfazem em pleno todas as necessidades do seu animal, e como tal não tem que se preocupar com suplementos.
A comida de lata apresenta várias desvantagens: tem açúcar, o que aumenta a prevalência de tártaro, é mais cara, não obriga à ingestão de água, e por vezes provoca graves desarranjos intestinais.

Despiste de Displasia
Esta doença provoca alterações na articulação do fémur em raças grandes, provocando dor e dificuldades na locomoção.
É uma doença multi-factorial, podendo ser de origem congénita ou adquirida por alterações alimentares, exercício excessivo, mau maneio, entre outras.
É importante fazer um diagnóstico radiográfico aos 8 meses de idade, para ter uma primeira noção da existência ou não da patologia.

Pulgas
As pulgas provocam em grande parte dos animais reacções alérgicas graves ( causadas pela própria saliva da pulga ), em que estes passam a coçar e a morder as zonas atacadas, ficando com o pêlo com péssimo estado. Ao ingerir as pulgas, não só o animal mas também as crianças podem ficar contaminadas com lombrigas, uma vez que as pulgas alojam esses parasitas.
Por vezes as pulgas também nos picam, criando reacções de comichão. O controlo eficaz deve ser feito de forma mensal ou por intermédio de uma injecção de 6 em 6 meses.

Carraças
As carraças provocam febres graves, podendo mesmo provocar a morte, a animais e a pessoas, bastando que fiquem agarradas apenas algumas horas.
O controlo eficaz deve ser feito pelo menos nos meses quentes do ano. A prevenção também é feita com vacinação em Dezembro / Janeiro ou Julho / Agosto.